Em julho, o brasileiro gastou 0,62% a mais para construir, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta terça-feira (27).
A variação é 1,15 ponto percentual menor do que a registrada em junho, quando o índice ficou em 1,77%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 6,57% e, passados sete meses de 2010, a taxa é de 5,95%.
Grupos
No sétimo mês do ano, o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 0,48%, resultado inferior ao apurado um mês antes, de 1,02%. A maior contribuição para o resultado do grupo veio do subgrupo materiais e equipamentos, que passou de 1,04% para 0,53% no período analisado. O subgrupo serviços também apresentou desaceleração em julho, passando de 0,92% para 0,27%.
No que diz respeito ao grupo Mão-de-Obra, a variação foi de 0,77% este mês, frente a 2,59% no sexto mês do ano. Aqui, a maior contribuição para o recuo foi do item auxiliar, cujo índice ficou em 0,71%.
No geral, as maiores influências negativas para o resultado apurado no sétimo mês de 2010 foram as seguintes: tubos e conexões de ferro e aço (de 1,11% para -0,39%), tinta a óleo (de 0,43% para -1,09%), gesso (de 0,82% para -0,79%), tinta a base de PVA (de 0,85% para -0,12%) e condutores elétricos (de 0,00% para -0,07%).
Por outro lado, as maiores influências positivas foram de ajudante especializado (de 3,18% para 0,75%), vergalhões e arames de aço ao carbono (de 1,89% para 2,10%), servente (de 2,08% para 0,64%), engenheiro (de 2,44% para 1,19%) e tijolo/ telha cerâmica (de 2,52% para 1,45%).
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