Comprar    
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
     
CDI: 0,8592
Financeira:
INCC: 0,62
IGPM: 0,15
Taxa Referencial: 0,0909

Ver histórico
  30.08.2010  
  Boom imobiliário atrai investidor para fundos  
  18.08.2010  
  Imóveis: cresce importância do segmento baixa renda para construtoras  
  13.08.2010  
  Não há risco de bolha imobiliária no Brasil, diz ex-secretário  
  | ver todas  
 
 
 
 
Presidente da Movelsul 2010 defende a venda de casas mobiliadas

08.03.2010


Um novo nicho de mercado está prestes a despontar no Brasil. Prática já estabelecida em países da Europa, a partir deste ano poderá ser viável comprar uma casa já mobiliada - e com direito a facilidades e preços mais acessíveis - através do Programa Móveis e Imóveis. A iniciativa é do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) e será lançada durante a 17ª Movelsul Brasil, que ocorre de 22 a 26 de março, na Serra gaúcha. Durante as manhãs dos dias 25 e 26, o Parque de Eventos de Bento Gonçalves servirá de palco para mais de 200 rodadas de negócios entre 15 construtoras e incorporadoras e mais de 40 fabricantes de móveis de todo o País.

Segundo Marcelo Haefliger, presidente da Movelsul 2010, a ideia surgiu a partir da necessidade de gerar novas oportunidades para o setor moveleiro. Em busca de opções de negócios, o Sindmóveis detectou a possibilidade de conseguir alocar o móvel ao imóvel, facilidade ainda pouco empregada no Brasil. Levando em consideração que qualquer imóvel que seja construído (seja residencial ou comercial) necessita de mobiliário para ser preenchido, e visualizando o crescimento da construção civil, resultante da redução de impostos de insumos e materiais no País, o grupo representante do maior polo moveleiro da região Sul foi ao encontro da construção civil para apresentar o projeto.

Além de facilitar a vida do comprador do imóvel, que deixaria de precisar vasculhar o varejo atrás de mobília, a novidade representa um leque de negociações entre os dois setores envolvidos. Direcionada para todos os tipos de construtoras (incluindo as destinadas a empreendimentos voltados para as classes C e D), a parceria proposta pelos fabricantes de móveis também pretende buscar formas de viabilizar financiamentos na hora das compras.

Haefliger lembra que, em todo o Brasil, existem mais de 60 milhões de consumidores em potencial nas classes mais populares. “Estamos tentando viabilizar uma forma destes segmentos escolherem pagar o financiamento de um imóvel incluindo os móveis (ou não) com preços acessíveis e até de fábrica”, reforça Glademir Ferrari, presidente do Sindmóveis.

Inicialmente, os empresários do setor chegaram a pensar em incluir a aquisição de móveis no programa Minha Casa, Minha Vida, mas não foi possível, devido ao fato de que os recursos do plano do governo federal são provenientes do FGTS (que só pode ser aplicado em obras de infraestrutura, logística, energética ou social e urbana - incluindo habitação). Mantendo a intenção de alocar o mobiliário junto à venda de um imóvel financiado, o grupo procurou a Superintendência Nacional da Caixa Econômica Federal para negociar uma linha de financiamento da Caixa que contemple também os móveis. O projeto do Sindmóveis deverá estar na mesa de Nilton Krieger, superintendente da instituição, nos próximos dias.

De acordo com Ferrari, a proposta é que os móveis não representem mais que 10% do valor do imóvel financiado. “A ideia é tentar fazer com que o consumidor já compre o imóvel e o móvel com taxas de juros mais acessíveis e prazos de pagamento de até cinco ou seis anos (para o mobiliário)”, resume o presidente do Sindimóveis.

Além do projeto escrito, Krieger terá a oportunidade de conhecer um modelo do novo produto proposto, caso aceite o convite de visitar a Movelsul deste ano. Através da colaboração de uma construtora e de uma fabricante de móveis, foi projetada para a exposição uma casa de 50m², onde será inserido mobiliário básico, nos moldes do que o programa prevê disponibilizar para os consumidores das classes C e D. “É uma provocação, queremos também chamar a atenção para o fato de que é possível propiciar acesso ao design a uma classe menos favorecida, sugerindo a ideia do design no móvel popular”, diz Haefliger.


Projeto anima empresários que estarão em Bento Gonçalves
Na opinião dos executivos que irão participar das reuniões de negócios na 17ª Movesul, se o projeto que pretende unir as forças da indústria moveleira com as da construção civil vingar, deverá fomentar o aumento nas vendas e nos empregos de ambos os setores.

Na opinião de Paulo Silveira, diretor-presidente da Arquisul Aquitetura e Construções, articular parcerias na cadeia produtiva significa oferecer um produto melhor formatado para o consumidor.

Ele considera a proposta extremamente vantajosa para o cliente, na medida em que o mesmo será contemplado com uma ocupação planejada, estudada nos seus detalhes, gerando um aproveitamento integral. Silveira reforça que compatibilizar um projeto arquitetônico com a ocupação dos móveis gera ganhos para todos. Ele exemplifica o caso de um empreendimento com 210 unidades que já venha com proposta de mobiliário: “O fabricante pode oportunizar ao comprador um preço mais condizente, mais atrativo - porque vai estar oferecendo a ocupação de centenas de unidades e não de um projeto personalizado”.

De acordo com Mônica Bandeira Bianchi, diretora comercial da Drik Design, Indústria de Móveis, antes da iniciativa a maioria das fabricantes não tinha acesso às construtoras. “Este sempre foi um setor que entendíamos importante de nos aproximar para oferecer um produto específico, pois demanda projetos especiais”, ressalta. A executiva define a rodada de negócios durante a Movelsul como uma oportunidade do setor de entender o que a construção civil precisa e, a partir daí, fabricar produtos específicos para cada tipo de projeto.

“Nossa expectativa é grande para esta rodada de negócios, considerando que estamos focando parte da nossa produção para o mercado interno”, concorda o arquiteto Angelo Luiz Duvoisin, gerente comercial da Indústria Artefama.

Ele explica que o projeto “vai cair como uma luva” para a empresa, por terem a possibilidade de tratar com clientes corporativos (construtoras de apartamentos, casas, hotéis, restaurantes, entre outros). Quando tomou conhecimento do projeto, Rafael Tregansin lembrou com simpatia que o modelo já é aplicado em outros países.

Diretor-executivo da Viezzer Engenharia, de Caxias do Sul, Tregansin enumera inúmeras vantagens que vê na proposta, entre elas o fato de as empresas de móveis conseguirem organizar suas produções e terem previsões de entregas bem organizadas.

Além disso, segundo ele, as incorporadoras também conseguirão oferecer diferenciais para o cliente, aumentando sua competitividade. “O consumidor vai obter móveis padronizados, inseridos em imóveis em condições de morar mais rapidamente.”


Fonte: Jornal do Comércio
 
 
 
 
  30.08.2010 - Boom imobiliário atrai investidor para fundos  
  18.08.2010 - Imóveis: cresce importância do segmento baixa renda para construtoras  
  13.08.2010 - Não há risco de bolha imobiliária no Brasil, diz ex-secretário  
  27.07.2010 - INCC-M desacelera e fica em 0,62% em julho  
  23.07.2010 - Vendas de material de construção avançam quase 20% no semestre  
  21.07.2010 - Demanda por crédito para habitação preocupa a Caixa  
  19.07.2010 - Subsídio do Minha Casa, Minha Casa 2 será ampliado  
  19.07.2010 - Quase 550 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida têm obras iniciadas  
  13.07.2010 - Empresas: projeto prevê redução do IRPJ para doação de material de construção  
  30.06.2010 - Preços de imóveis sobem 3,8% em abril nos EUA