Impulsionada pelo crescimento da renda familiar e do emprego, a Indústria da Construção apresentou avanço entre 2007 e 2008, registrando alta de 25,3%.
Segundo dados da PAIC (Pesquisa Anual da Indústria da Construção), divulgada, nesta sexta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o aumento nas operações de crédito direcionadas à habitação, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de diversos insumos da construção, o crescimento de mais de 5% da economia, bem como os programas de financiamento e apoio a projetos de infraestrutura nas áreas de energia elétrica, renovável, petróleo e gás natural, logística e telecomunicações também favoreceram o resultado do setor.
Grupos
Ainda conforme o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços que compõem o setor apresentaram alta entre 2007 e 2008.
A maior delas foi verificada em Edificações Industriais, Comerciais e Outras Edificações não Residenciais, de 28,8%, destacando-se os avanços de 408% em estações de embarque (rodoviárias, aeroportos, portos, estações de metrô e trens), 41,9% em edifícios comerciais, 14,9% em edificações industriais e 22,1% em serviços de reforma ou manutenção em edifícios não residenciais.
A segunda maior alta foi do grupo Obras de Infraestrutura, 27,1%, influenciada, especialmente, pelos resultados de plantas e instalações industriais (tubulações, redes de facilidades, etc), com expansão de 199,6%, e de pavimentação de rodovias, auto-estradas e outras vias não urbanas, com acréscimo de 48,3%.
No que diz respeito aos grupos Serviços Especializados e Edificações Residenciais, os crescimentos foram de 21,1% e 20,7%, respectivamente. Nestes casos, as principais influências vieram de fundações (105,9%) e edifícios residenciais (21,2%), nesta ordem.
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